| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | M. minor |
A choquinha-pequena é uma ave Passeriforme da família Thamnophilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) murmos = formiga; e -thëras = caçador; myrmotherula = diminutivo de myrmothera = pequeno caçador de formigas, formigueiro pequeno; e do (latim) minor = pequeno, menor. ⇒ O menor dos pequenos caçadores de formigas.
Mede 9 cm de comprimento. O macho apresenta coloração em geral cinza-chumbo, garganta e peito negros e o encontro das asas tem penas brancas e pretas. A fêmea possui a cabeça e parte do dorso cinza e o corpo é marrom-claro. Tem ocorrência sintópica com a choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor), a cuja fêmea se assemelha muito.
A choquinha-pequena se alimenta de insetos que encontra vasculhando a galharia de arbustos no sub-bosque úmido, ou na galharia médio-inferior de árvores maiores coberta de densa vegetação composta por plantas lianas (geralmente Poaceas), à meia altura. Acompanha bandos mistos com frequência, do que tira vantagem, pois captura os insetos afugentados pelas aves maiores e encontra segurança para forragear na vegetação mais aberta.
Já foi observado um adulto alimentando juvenis em outubro, próximo a Ubatuba (SP). Em 24 de janeiro de 2018, foi observado em Caraguatatuba (SP) um indivíduo juvenil seguindo bando misto e sendo alimentado com artrópodes por um macho adulto (Gomes, 2020).
Ocorre na Mata Atlântica até 500 metros de altitude, raramente atingindo 900 metros. Quase sempre é observada em casal, e frequenta bandos mistos pelo sub-bosque e pelo estrato médio de florestas úmidas e bem preservadas.
Observações pessoais - Henry Miller Alexandre Em Ubatuba/SP e outras cidades litorâneas vizinhas, costuma ocorrer em matas de encosta, sempre próximo de rios encachoeirados e com vegetação preservada, diferente da choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor), que prefere os sub-bosques e vegetação densa das copas baixas, nas florestas úmidas de restinga, em altitudes muito mais baixas e com maior grau de ação antrópica, como desmatamento e poluição. É uma ave rara e ameaçada pelo desmatamento, pois depende muito de um habitat conservado e áreas com vegetação primária ou pouco alterada pelo homem. Apesar disso, é uma ave muito dócil, de índole tranquila e que costuma ficar bons minutos pousada espreitando o observador, ou permanece forrageando calmamente a distâncias relativamente curtas de quem a observa, diferente das outras espécies da família que apresentam comportamento irriquieto, inclusive de sua congênere choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor). O macho responde imediatamente ao playback da espécie, tanto gravado quanto assobiado. A fêmea é mais discreta e parece espreitar o que acontece em distâncias mais seguras. Segue bandos mistos grandes, preferencialmente com tie-de-bando (Habia rubica) como espécie nuclear, além de alguns Furnariídeos.
Espécie vunerável do Brasil oriental, está presente do sul da Bahia ao Paraná.